Alto Minho criou mais empresas que resto do país

Apesar do bom desempenho económico nos últimos anos, os empresários sublinham a necessidade de rejuvenescimento demográfico na região

Helena Sá Peralta (JN)

Na última década, a região do Alto Minho contribuiu de forma positiva para o crescimento da economia nacional, sobre tudo para a sua internacionalização.

“Não só porque criou empresas a um ritmo superior à média nacional, 25% acima, como registou um incremento no investimento empresarial quase o dobro da média do país, e um crescimento das exportações em mais de 75%, isto nos últimos dez anos”, explicou António Ramalho, CEO do Novo Banco, na abertura da sessão Portugal que Faz, realizada ontem na Escola Superior Agrária, em Ponte de Lima.

Esta foi a décima segunda conferência de um roadshow que o Novo Banco está a realizar por todo o país, e que pretende ouvir de perto as dificuldades sentidas pelos empresários.

No debate, além de António Ramalho, participaram Luis Ceia, presidente da CEVAL — Confederação Em- presaria1doAltoMinho, Car- los Rodrigues, presidente do Politécnico de Via- nado Castelo, Armando Fon- tainhas, presidente da Adega Cooperativa Regional de Monção, e ainda Francisco Portela Rosa, fundador da Vianapesca — OP — Cooperativa de Produtores de Peixe de Viana do Castelo. Os representantes das vá- rias atividades económicas entendem que a região cresceu favoravelmente nos últimos anos, mas que muito está ainda por fazer, nomeadamente ao nível do cresci- mento demográfico e do rejuvenescimento da população.

“É certo que a região tem evoluído positivamente e que a taxa de cobertura das exportações está nos 142%, o que representa um António Ramalho CEO Banco “Acima de tudo, temos de preservar a nossa credibilidade internacional , porque foi a falta dela que transformou a crise de 2012 num enorme problema” superavit na balança comercial. Temos feito um caminho assinalável neste território, mas há ainda muitos desafios pela frente”, afirma Luís Ceia, da CEVAL.

Armando Fontainhas esclarece que os vinhos verdes da região exportam cerca de 50% da sua produção, mas o setor está a sofrer com o fecho do canal Horeca (hotéis, restauração e cafés) , que, no mercado interno, ainda tem um peso significativo.

Já Carlos Rodrigues, do Politécnico de Viana do Castelo, refere que as empresas da região necessitam de for- mação adequada às necessidades imediatas de mão de obra, cada vez mais qualificada.

Francisco Portela Rosa relembra que o setor das pescas está envelhecido, com uma média de idade nos 55 anos, e debate-se com falta de mão de obra, recorrendo para isso a profissionais emigrantes.

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