CEVAL participa no Fórum Anual do Diálogo Social Transfronteiriço

Foi com a ideia de que o diálogo social tripartido permite abordar questões complexas que a CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho participou a convite da CIM – Alto Minho no Fórum Anual do Diálogo Social Transfronteiriço do Setor Têxtil que decorreu durante o dia de ontem (dia 17 de Dezembro) em Ourense, Espanha.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, no âmbito do Projeto GEMCAT, convidou a CEVAL – como representante empresarial do Alto Minho – a participar em diferentes actividades deste projeto POCTEP Interreg.

Na sessão, a CEVAL defendeu o diálogo social transfronteiriço como instrumento real que contribui para alcançar objetivos e para melhorar as condições de trabalho e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade das empresas.

Apresentou ainda ideias como a incorporação dos diferentes agentes ligados ao Diálogo Social em estruturas como a rede EURES, para além da participação nestes debates de entidades além da administração pública, sindicatos e organizações empresariais.

A CEVAL argumentou ainda que a nível europeu os Estados membros cujos parceiros sociais são mais fortes são também os que têm tido mais êxito a superar as crises.

Para a Confederação Empresarial do Alto Minho há ainda muito a fazer em diferentes setores da eurorregião Norte de Portugal –  Galiza, nomeadamente, no que respeita à produção, pois há que inverter a deslocalização, unir pequenas e grandes empresas em prol de mais e melhor competitividade das empresas, profissionalizar as empresas mais pequenas, apostar na formação dos empresários e otimizar as competências das empresas.

Quanto à inovação, para a Confederação é necessário investir em tecnologia e equipamento, bem como introduzir processos inovadores que tragam competitividade, investindo ainda nas infraestruturas e em investigação, desenvolvimento e inovação.

Relativamente aos trabalhadores, para a Confederação Empresarial do Alto Minho, é necessário e urgente investir em formação e requalificar os trabalhadores que já trabalham no setor, implementar medidas para reter talentos, investir em tecnologia, e readaptar os estudos técnicos e universitários e colocá-los ao serviço do setor.

Também as condições de trabalho foram abordadas neste Fórum através da defesa da ideia da necessidade de monitorar as condições de trabalho, as jornadas intensivas e os baixos salários e através da sugestão para a realização de uma campanha de visitas conjuntas entre as inspeções de trabalho portuguesas e espanholas.

No que respeita à Administração Pública, a CEVAL defendeu que o Diálogo Social Transfronteiriço deve estreitar os canais de comunicação com as entidades públicas por forma a promover uma verdadeira cultura de diálogo social que favoreça a eurorregião Norte de Portugal –  Galiza e a torne verdadeiramente competitiva a nível europeu e mundial.

A CEVAL terminou a sua intervenção aludindo à necessidade de continuar o trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto GEMCAT, pois para a Confederação Empresarial do Alto Minho, ao Diálogo Social está subjacente também uma noção alargada de participação democrática, uma vez que o estado deixa de concentrar em si todo o poder de decisão para procurar harmonizar as suas estratégias com as dos parceiros sociais, conferindo condições ímpares ao projeto GEMCAT para se estabelecer como o principal instrumento de Diálogo Social entre duas regiões transfronteiriças.

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