A Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) promoveu o Inquérito Empresarial do Alto Minho com o objetivo de conhecer a perceção das empresas relativamente à evolução da atividade económica, investimento, contratação, qualificações e principais necessidades do tecido empresarial da região.
Empresas antecipam evolução positiva das vendas
Relativamente aos últimos três meses, 43,2% das empresas indicaram ter registado um aumento do volume de vendas ou prestação de serviços, enquanto igual percentagem referiu que este se manteve. Apenas 13,5% assinalaram uma diminuição.
As expectativas para os próximos três meses apresentam-se mais favoráveis: 53,4% das empresas preveem um aumento das vendas ou da prestação de serviços, 31,5% antecipam uma manutenção e 15,1% estimam uma diminuição.
Custos, carga fiscal e dificuldades de contratação entre os principais constrangimentos
Apesar das perspetivas favoráveis, as empresas continuam a identificar diversos fatores que condicionam a sua atividade. Entre os mais assinalados encontram-se o aumento dos custos, referido por 44,6% dos participantes, a carga fiscal, com 41,9%, e as dificuldades relacionadas com a contratação de trabalhadores, assinaladas por uma parte significativa das empresas.
Esta perceção reflete-se também na avaliação da situação atual das empresas: 44,6% classificam-na como boa e 40,5% como satisfatória, enquanto 14,9% consideram a situação difícil.
A falta de trabalhadores, a burocracia, os encargos e a insuficiência da procura surgem igualmente entre os fatores apontados pelos participantes.
Mais de metade das empresas prevê contratar trabalhadores
No que respeita ao investimento, 32,4% das empresas indicaram não prever realizar investimentos nos seis meses seguintes, enquanto as restantes respostas se distribuem por áreas como equipamentos e maquinaria, instalações, digitalização e tecnologia, eficiência energética, internacionalização, marketing e formação.
Paralelamente, 51,4% das empresas afirmaram prever contratar trabalhadores nos próximos seis meses, contra 48,6% que não antecipam novas contratações. Entre as empresas que identificaram os perfis profissionais procurados, destacam-se os profissionais operacionais ou de produção (45,7%) e os técnicos especializados (43,5%).
Experiência profissional assume particular importância no recrutamento
Quando questionadas sobre as habilitações ou qualificações mais valorizadas na contratação, as empresas destacaram, sobretudo, a experiência profissional, assinalada por 41,7% dos participantes. Seguem-se os cursos profissionais, com 31,9%, o ensino secundário, com 27,8%, e a licenciatura, com 23,6%.
As dificuldades no recrutamento continuam, contudo, presentes. A falta de candidatos, mencionada por 43,7% das empresas, constitui o principal problema identificado, seguindo-se a falta de experiência profissional e de qualificações técnicas.
Responsabilidade e trabalho em equipa são as competências mais valorizadas
Entre as competências mais procuradas pelas empresas destacam-se a responsabilidade (78,4%), o trabalho em equipa (67,6%) e a capacidade de resolução de problemas (54,1%).
A organização e planeamento, a capacidade de adaptação, o atendimento ao cliente e a comunicação surgem também entre as competências mais valorizadas pelos participantes no inquérito.
Quanto às necessidades de formação e qualificação dos trabalhadores, a qualidade e melhoria contínua foi a área mais indicada, com 27,8%, seguindo-se o atendimento ao cliente, a segurança e saúde no trabalho e áreas como liderança e gestão de equipas, ferramentas digitais e línguas estrangeiras. Cerca de 26,4% das respostas indicaram não identificar necessidades específicas de formação naquele momento.
Empresas valorizam apoio ao financiamento, formação e digitalização
O inquérito procurou ainda identificar as iniciativas consideradas mais relevantes para apoiar as empresas do Alto Minho.
O apoio ao acesso a financiamento surge como a opção mais assinalada, por 43,1% das empresas, seguido das ações de formação (41,7%), do apoio à digitalização (36,1%) e do apoio à contratação e recrutamento (34,7%).
Foram igualmente destacados o apoio à captação e retenção de talento, a internacionalização, as feiras e missões empresariais, a eficiência energética e as ações de networking.
Consulte todos os resultados do Inquérito Empresarial do Alto Minho
Conheça, em detalhe, os resultados das diferentes questões colocadas às empresas participantes:
Nos últimos três meses, o volume de vendas/prestação de serviços da sua empresa:
Nos próximos três meses, prevê que o volume de vendas/prestação de serviços da sua empresa venha a:
Atualmente, como avalia a situação geral da sua empresa?
Quais são, atualmente, os principais fatores que condicionam a atividade da sua empresa?
Nos próximos seis meses, a sua empresa prevê realizar algum investimento?
Nos próximos seis meses, a sua empresa prevê contratar trabalhadores?
Caso preveja contratar, que perfis profissionais procura?
Que nível de habilitações ou qualificações é mais valorizado pela empresa na contratação?
A sua empresa tem sentido dificuldades no recrutamento de trabalhadores?
Quais são as competências mais valorizadas pela sua empresa?
A sua empresa identifica necessidades de formação ou qualificação dos seus trabalhadores?
Que tipo de iniciativas considera mais relevantes para apoiar as empresas do Alto Minho?
Nota:
O Inquérito decorreu entre junho e agosto de 2026, reunindo 74 respostas, permitindo identificar tendências relevantes sobre a sua situação atual, os principais constrangimentos à atividade e as expectativas para os próximos meses. O número de respostas varia entre perguntas e algumas questões permitiam selecionar várias opções, pelo que as respetivas percentagens não totalizam necessariamente 100%. Os dados traduzem as respostas das empresas participantes e não devem ser apresentados como uma estimativa estatisticamente representativa de todo o universo empresarial do Alto Minho.




























