200 pequenas e médias empresas criaram já lojas online através de plataforma dos CTT

Para contornar a paragem imposta pelo Estado de Emergência, os CTT anteciparam o lançamento de uma plataforma de lojas online para PME. Desde quinta-feira já 200 empresas criaram a sua loja online. Os produtos podem chegar a casa das clientes depois através da cadeia de distribuição dos Correios

objetivo é ajudar as Pequenas e Médias Empresas (PME) a chegar aos seus clientes e a escoar os produtos, numa altura em que o coronavírus obriga ao encerramento das lojas físicas. A plataforma está a ter bastante adesão junto das PME, explica ao Expresso o administrador dos Correios, João Sousa, avançando que desde quinta-feira já cerca de 200 empresas criaram a sua própria loja online.

O processo de criação tem demorado entre três horas e a dois dias, dependendo do conhecimento tecnológico das empresas e do tamanho do catálogo.

Consciente das dificuldades financeiras que as empresas irão enfrentar nos próximos tempos, os CTT não vão cobrar nada até 30 de abril. Depois o custo mensal variará entre os 15 euros mensais e os 75 euros, dependendo das ferramentas usadas e do volume do catálogo.

A oferta está disponível para todo o tipo de empresas, mas destina-se sobretudo à pequena distribuição. “O objetivo é ajudar as pessoas a colocarem o seu negócio online”, explica João Sousa.

Os CTT explicam do que se trata: “é um serviço para criar lojas online dos CTT, que permite que as PME ligadas ao retalho ou venda de bens físicos criem lojas online com grande facilidade, para a venda dos seus produtos”.

No limite, explica João de Sousa, pode ser criada uma loja online de queijos da serra em Manteigas, produto que os CTT podem depois distribuir. Mas será mais adequado para a distribuição de produtos não perecíveis. Por exemplo, produtos de higiene, de perfumaria, material informático, comida para animal ou decoração. “Um dos produtos que costumo dar como exemplo são os sabonetes de leite de burra de Bragança, que eram distribuídos através de lojas em centros comerciais, atualmente fechados”, explica João de Sousa.

Entretanto, esta segunda-feira os Correios, que tinham avançado com o projeto em parceria com o Ministério da Economia, alargaram a parceria à CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e às suas associadas.

O serviço pode ser subscrito na plafatorma https://www.ctt.pt/empresas/solucoes-setoriais/lojas-online-ctt/index. As empresas, explicam os CTT, dispõem de uma linha de apoio técnico por chat, correio eletrónico ou telefone para esclarecimento das dúvidas e suporte no processo de criação da loja. Não é preciso ter grande conhecimento técnico para criar as lojas, o processo é simples e intuitivo e as empresas podem fazer coisas como o seu layout, ou a descarga do catálogo, adianta o gestor.

Os CTT já sentiram um aumento da procura de entregas online desde a implementação das medidas de contenção por causa do coronavírus. Mas João de Sousa, que não quer para já avançar com números, esclarece que se a procura escalar os Correios têm condições para garantir a entrega das encomendas. Os CTT têm cerca de 5 mil carteiros, e a empresa mantém-se operacional apesar do Estado de Emergência. O gestor salienta que os Correios oferecem às PME e aos clientes “o conforto de saberem que as regras serão respeitadas”.

Os Correios sublinham que “esta solução pode ser complementada com os sistemas de expedição dos CTT, com as soluções de logística e a oferta de pagamentos, permitindo às PME ter um único parceiro no seu negócio digital”.

Os CTT criaram também condições para que as PME possam aceder ao marketplace Dott (https://lojas.dott.pt), uma parceria com a Sonae, sem cobranças de comissões para novas empresas que adiram ao serviço até 30 de abril.

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