Empresas consideram adequadas medidas de proteção da saúde para a retoma da atividade

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Empresas inquiridas consideram que as medidas de proteção da saúde definidas para a retoma da atividade económica para o pós-Estado de Emergência são, pelo menos, razoavelmente adequadas.

Inquérito mostra que a quase totalidade das empresas em que é possível o teletrabalho adotou esta solução, no âmbito das medidas de proteção e combate à pandemia de covid-19.

O inquérito feito promovido pela CIP e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE, hoje divulgado, conclui que 88% das empresas inquiridas considera que as medidas de proteção da saúde definidas para a retoma da atividade económica para o pós-Estado de Emergência são, pelo menos, razoavelmente adequadas.

Os dados do inquérito desenvolvido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, através das associações, mostram que 41% dos responsáveis pelas empresas inquiridas considera as medidas adequadas ou muito adequadas, numa altura em que estamos a entrar na segunda fase de levantamento das medidas de confinamento.

O estudo aponta, também, que a generalidade das empresas cumpre as normas em termos da higienização das mãos, utilização de máscaras e procedimentos sobre distâncias mínimas.

“Isto mostra que as empresas portuguesas estão comprometidas com a saúde pública e os empresários estão motivados para uma recuperação da atividade em segurança”, afirmou o presidente da CIP, António Saraiva, na conferência de apresentação do estudo.

As empresas foram também inquiridas sobre a utilização de teletrabalho, que tem sido um instrumento de resposta à situação de exceção provocada pela pandemia de covid-19, resultando que, entre as empresas em que é possível recorrer a esta solução, 98% adotaram-na.

Este é o terceiro inquérito do Projeto Sinais Vitais, uma iniciativa inédita desenvolvida em conjunto pela CIP e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, que tem como objetivo recolher informação credível e atualizada sobre o que pensam os empresários e gestores de topo das empresas portuguesas, no quadro da atual situação de exceção.

No inquérito semanal, as empresas continuam a considerar que os apoios instituídos estão aquém do necessário, com quatro em cada cinco inquiridos a manifestá-lo.

Por isso, a CIP apresentou novas propostas para um plano extraordinário de suporte à economia portuguesa, que inclua instrumentos de capitalização das empresas, o reforço das linhas de crédito – que já se encontram esgotadas – e o reforço dos seguros de crédito para exportação, para que seja possível, rapidamente, às empresas portuguesa retomarem o caminho que vinham fazendo de aposta nos mercados internacionais.

A direção da CIP será recebida pelo primeiro-ministro no dia 19 de maio, às 15:00, para discutir as propostas apresentadas.

Aceda aqui para ver o inquérito completo.

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