Guia para proteger o seu negócio da incerteza (agora e pós-pandemia)

Não é possível escapar à incerteza, tal como tem comprovado a pandemia de que o planeta é alvo actualmente. Todos os planos, projecções e estratégias pensados para o futuro tiveram de ser colocados em pausa e repensados, mas isso não significa obrigatoriamente que as organizações entrem numa espiral descendente.

Há alguns passos a dar no sentido de proteger os negócios e miminizar os riscos a que estão expostos, lembra a revista especializada CEO WORLD:

Investir nos colaboradores: pode parecer difícil investir em tempos como estes, mas os recursos humanos serão, neste momento, o activo mais importante das empresas. No entanto, contratar as pessoas certas poderá revelar-se a decisão mais acertada – mesmo quando a concorrência envereda por uma onda de despedimentos.

Mas é preciso saber onde (e em quem) investir. Uma das sugestões da CEO WORLD passa por contratar jovens talentos, que possam contribuir com novas valências ou ideias – especialmente numa altura em que é necessário procurar novas oportunidadesd de negócio e identificar potenciais fontes de receita ainda por explorar. Apostar em profissioanais mais jovens em tempos de instabilidade poderá resultar também na conquista de funcionários leais e esforçados, que se mantenham ao lado da organização durante muitos anos.

Investir nos colaboradores também pode singificar olhar para dentro e melhorar as competências dos profissionais que já fazem parte do quadro laboral. Se a actividade tiver abrandado, por exemplo, que tal utilizar as horas livres para adquirir novos conhecimentos? Desta forma, quando a crise terminar, a empresa estará mais forte e capaz.

Por fim, a publicação aconselha as empresas a investir no bem-estar dos colaboradores, para que se mantenham optimistas e confiantes no papel que desempenham;

Ser uma empresa ágil: estar preparado para a mudança, em vez de resistir, é outra atitude que as companhias devem assumir se querem sobreviver a um cenário de crise como aquele que atravessamos. Flexibilidade e agilidade são palavras de ordem, uma vez que permitirão acelerar o negócio quando outros não sabem como lidar com o problema.

Não é preciso, contudo, alterar por completo a organização. O melhor será, até, começar por algo pequeno, alerta a CEO WORLD, sublinhando que pequenos gestos podem ter muito significado.

O essencial é garantir que se avança quando outros negócios se mostram receosos de arriscar. “É fácil tomar a opção segura, mas ter sucesso enquanto líder de um negócio nem sempre é fácil”, lembra a publicação;

Diversificar o modelo de negócio: mais uma vez, a preocupação é compreensível mas não deve ditar todos os passos tomados (ou evitados). Ser ágil não significa apenas estar preparado para a mudança. Significa também não deixar que o negócio estagne ou páre por completo, mesmo quando a pressão chega de fora.

Dizer que “não há nada a fazer” não é a solução para os problemas que a organização enfrenta. Em vez disso, o ideal será aproveita a pressão externa que se sente e transformá-la numa força motivacional que servirá para diversificar o modelo de negócio.

Não concentrar todas as apostas numa só área é um dos conselhos, já que os consumidores tenderão a focar os seus gastos em bens essenciais durante tempos como estes. Michael E. Porter, professor na Universidade de Harvard, explica ainda que não basta investir em diferentes sectores: ter um conjunto de actividades isoladas no portefólio não será tão útil como investir numa combinação de actividades ligadas entre si, que se reforçem mutuamente;

Tornar a empresa à “prova de futuro”: além de à prova de bala, as empresas devem ser “à prova de futuro”, ou seja, estarem preparadas para crises que ainda não estejam à espreita. Para isso, podem aproveitar as mais-valias que tecnologias como Inteligência Artificial e cibersegurança oferecem e, assim, melhorar a eficiência do negócio. Estas soluções podem ajudar também a reduzir os custos.

Fonte: executivedigest.sapo.pt, 23/3/2020

 

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